O luxo aparece na historia desde os primitivos, representado por trocas simbólicas e na espiritualidade nas dádivas. Na Monarquia o luxo é visto nos nobres, com seus excessos e ostentações. Durante a revolução burguesa, o luxo passa a ser consumido em maior escala devido ao talento e trabalho na ascensão social.
O luxo moderno surgiu no século XVIII, com o desenvolvimento técnico trazido pela
Revolução Industrial. Nesse momento, ganhou sua dimensão sensual, de satisfação pessoal do indivíduo – em contraponto ao instrumento de diferenciação social. Já com o advento do século XX, uma nova classe de nível médio ou superior aparece, ganhando importância social e econômica graças a suas atividades profissionais. “Frequentemente cultivada, ela selecionará usos e aquisições em função do seu profundo desejo de um “estilo de vida”, de acordo com seus desejos de satisfação pessoal e de pertencer a um clã social, síntese de umahistória pessoal, de aspirações e sonhos, fantasias.” (ALLERES, 2000).
Tanto Lipovetsky como Jorge Forbes, psicanalista, vêem nessa evolução a grande tendência do segmento: além do sentido da acumulação exibicionista de objetos caros, "o que vemos hoje é a atração pelo luxo dos sentidos, do prazer e da sensibilidade sentido na intimidade por cada indivíduo e não o luxo exterior, da exibição e da opulência, que visa simplesmente demonstrar status" (LIPOVETSKY, 2004). O luxo ganha sua face emocional, sensual e de experiência. Isso não significa o fim da elitização do luxo, mas a mudança de sua expressão: de ostentação, voltada para a admiração de um terceiro, para o prazer individual de saber-se diferente. É a transição do luxo ostentatório para o intimista. Isso também se intensifica com a democratização das sociedades, que passam a renegar, de certa forma, a desigualdade entre as pessoas. O luxo passa a ser mais sensorial, de prazer e sensualidade – mais centrado nas sensações e menos na aparência.















